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17 de out. de 2018

Dia Internacional dos Pronomes

Descobri hoje mesmo que o dia de hoje, 17 de outubro, foi proclamado como o Dia Internacional dos Pronomes. Uma iniciativa feita para promover o respeito às linguagens pessoais, um tópico importante para as pessoas trans e não-binárias e pessoas fora dos padrões ocidentais de gênero.

O dia foi feito com o intuito de empoderar esses grupos e trazer conscientização sobre o respeito ao pronome pessoal. A ideia surgiu após uma pesquisa sobre os efeitos positivos na saúde mental de pessoas trans ao terem o nome respeitado.

Uma grande quantidade de línguas atualmente tem pelo menos dois pronomes, ambos marcando gêneros feminino e masculino. Faz parte da luta diária de pessoas trans binárias terem o pronome que "não foi designado" a elas respeitado.

Se falar em respeito aos dois pronomes que se referem aos gêneros binários - presentes e validados no mundo inteiro - ainda é um desafio, um desafio maior é falar dos neopronomes; de pessoas NCLs em geral. 

Apesar de ser proclamado como dia "internacional", preciso pontuar que nem todos os países seguem o mesmo modelo de linguagem. Por isso daí surgem demandas diferentes para as pessoas cisdissidentes dependendo do país.

Há países como China, Estônia e Finlândia em que não há pronomes associados a gêneros; existe apenas um pronome para todes. Nesses países pode não haver preocupações com pronome, mas ainda há outras palavras que marcam gênero e, portanto, ainda há brecha para maldenominação.

Países da anglosfera têm uma linguagem resumida a pronomes, enquanto países da lusosfera (Brasil, Portugal, Espanha etc) possuem uma linguagem mais elaborada divida em artigos, pronomes e finais de palavra. Sobre a anglosfera, pronomes "neutros" e neopronomes estão começando a aparecer e ser discutidos - isso está mais evidente nos EUA.

Falando especificamente da lusosfera, podemos ter uma diversidade bem maior de linguagem além dos neopronomes. Além de reconhecê-los, é necessário também reconhecer outros artigos (e, le, y etc), assim como outros finais de palavra (e, i, u etc). E com isso temos muitas possibilidades de conjuntos formados.

Embora eu admire a iniciativa desse dia, ressalto que precisamos separar essas demandas, analisar cada estrutura da língua de cada país, e assim discutir apropriadamente como as discriminações de gênero - cissexismo, exorsexismo e binarismo - podem atuar e como podem ser combatidas.

Se os pronomes ganharam um dia específico, acredito que seja um bom sinal. Vamos aproveitar essa visibilidade, e aproveitar as portas que podem ser abertas para o debate e a conscientização.

(Descrição de Imagem: A mensagem "Todos os pronomes são válidos e devem ser respeitados", com muitos pronomes espalhados ao redor, logo abaixo as hashtags International Pronouns Day e Dia Internacional dos Pronomes, e as bandeiras trans e não-binária nos cantos superior esquerdo e inferior direito, respectivamente).


22 de jun. de 2017

Parada LGBT 2017

"Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um Estado laico."

Essa foi a máxima do tema da Parada LGBT de 2017.


Optei por não ir nessa Parada. Mas tive a oportunidade de ter um contato maior com a APOGLBT, a organização da Parada LGBT no Brasil. Mês passado fui no Ciclo de Debates promovido pelo grupo e tive um conhecimento maior sobre como a Parada é organizada.

Esse ano o tema foi Estado Laico. O que é muito pertinente em relação ao nosso quadro político atual; a bancada evangélica no Congresso é uma constante ameaça aos direitos de minorias sociais e ao progresso do país.

A Parada LGBT é um evento cultural e uma manifestação político-social. A festa desse ano prometeu muita cor e muita música. Tivemos a presença de Anitta, Pabllo Vittar, Daniela Mercury e Leandra Leal. E foi prometido um número maior de participantes do que na Parada anterior. O clima também favoreceu o evento.

(Uma faixa com a primeira bandeira LGBT)

Certas marcas decidiram oferecer patrocínio, entre elas Doritos e Skol. Descobri que parte do dinheiro arrecadado na Parada foi revertido para instituições como a Casa 1, que acolhe LGBTs em situação de rua.

No entanto, ainda devo questionar toda empresa grande que decide mostrar apoio a causa LGBT e fazer discurso de inclusão. Colocar arco-íris em seus produtos e dizer umas palavras bonitas são atitudes até positivas para a causa. Mas essas mesmas empresas estão garantindo também empregabilidade de LGBTs, especialmente para transexuais, travestis, e todo grupo da periferia?

Não devemos deixar que usem a causa LGBT como um recurso para apenas conseguir dinheiro e criar uma boa imagem. Isso é desonesto. Patrocinar é algo fácil de fazer. O que a comunidade LGBT+ mais necessita de empresas grandes e ricas é de empregabilidade. Espero que as empresas que coloriram seus produtos esse ano tenham isso em mente.

Quero ressaltar que não importa quantas críticas eu faça, sempre apoiarei a existência da Parada LGBT. Ela é uma conquista da comunidade LGBT+ e como tal deve ser mantida. As falhas e a visibilidade mais G que LGBT+ que aponto antecedem a ela.

Por hoje a festa acabou, mas nossa luta não.



17 de set. de 2016

Setembro Amarelo

Talvez você já saiba disso, mas Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre o suicídio no Brasil e no mundo e como preveni-lo.

Suicídio é um assunto que muita gente tem receio de falar. Assim como há pessoas, especialmente religiosas, que julgam o ato como "coisa de pessoa perturbada ou fraca". O assunto é mais complexo que isso, e essa campanha também serve para informar isso.

É impossível falar de suicídio sem pensar em LGBTs. Isso não é novidade e nem tabu; muitas pessoas LGBTs já se suicidaram por causa do preconceito vivenciado no ambiente familiar, escolar, social, enfim.

Falar de suicídio por LGBTs também é falar sobre a LGBTfobia em nossa sociedade. O ódio, a discriminação, o desprezo e a intolerância diária, aos poucos, destroem a pessoa por dentro. Os problemas aumentam, não há ninguém para conversar ou ajudar, e a única solução que vêm à mente é encerrar a própria vida. "Para que viver?"

Preconceito mata! Preconceito causa morte, causa suicídio. E a culpa dessa morte é da sociedade.

Precisamos fazer nossa parte e desconstruir nossos preconceitos internos e externos. Isso também é uma atitude que visa preservar a vida das pessoas. O que a pessoa com ideias ou tendências suicidas necessita é de alguém que lhe estenda a mão e a ouça. Falar dos problemas diminui o desespero e faz a pessoa se sentir acolhida.

Vale ressaltar também que se você não tem formação em psicologia, por mais que suas intenções sejam boas, você pode não ajudar a pessoa. Para isso existe o disque 141, que é o número do CVV (Centro de Valorização da Vida), aberto 24 horas e composto por pessoas especializadas nesse tipo de serviço.

Vamos apoiar essa campanha!

Todxs têm direito à vida!
Viver é sempre a melhor opção!

#SetembroAmarelo


(Símbolo da campanha)



1 de jun. de 2016

Parada LGBT 2016

Mais um ano e mais uma Parada LGBT na grandiosa São Paulo. Apesar do furto do meu celular na Parada anterior, decidi ir nessa apenas para ver os temas desse ano. E também para ver o elenco da série Sense8.

Os temas principais ~aqueles que prevaleceram nas ruas e no percurso dos blocos~ foram sobre gênero e sobre o governo atual.

A visibilidade trans veio com tudo esse ano! E que maravilhoso isso, dar finalmente atenção a classe mais apagada do movimento LGBT. Mais recentemente a transfobia começou a ser discutida e apontada no país. A maior reivindicação foi o direito ao nome social para transexuais e travestis em seus empregos, uma conquista recente que a bancada evangélica está tentando anular.

À parte das pessoas trans, também houve protestos contra o machismo e a violência contra a mulher. Por isso mesmo falei que o tema era 'gênero', visto que englobou xs trans e as mulheres. O caso recente do estupro coletivo foi o estopim para a inclusão do assunto na Parada. E por que não incluir, né? A mulher pode ser cis ou trans, hétero ou lésbica/bi/pan etc. Todas podem ser alvo de violência. Por isso a educação de gênero precisa ser incluída nas escolas!

(Um arco de balões com as cores da bandeira trans)

Ano passado aconteceu a polêmica da travesti que encenou uma crucificação. Esse ano ela retornou com uma nova crítica a bancada evangélica e todo retrocesso que a mesma promove para o país. Essa bancada, que não sabe separar a Bíblia da Constituição, que não respeita a laicidade do Estado, composta por gente que pensa só em seus próprios interesses.

Sendo o Brasil um Estado Laico, religiões não devem intervir ou influenciar na formação e condução das leis e na Justiça. Todas as pessoas devem ser iguais, não importa o gênero, a sexualidade, a etnia, que seja. Viviany criticou exatamente isso, além de escancarar sobre a ganância por trás da religião (a Bíblia que ela carregava tinha notas de dinheiro).

(Viviany Beleboni ataca novamente!)

Outro aspecto político marcante da Parada foi a revolta contra o novo governo. A esquerda se pronunciou contra a gestão do novo presidente desde o início. Presidente que não apenas aplicou um golpe como também em apenas duas semanas mostrou-se uma porcaria reacionária e corrupta de representante.

Nas ruas e nos blocos haviam faixas e cartazes contra o novo governo. Não apenas "Fora Temer", mas também "Amar Sem Temer" e outras frases que defendiam a democracia. E não, não foi apenas uma manifestação a favor da democracia, mas também a favor das minorias, pois o novo presidente claramente não está do lado delas.

Acreditam que havia muita gente dizendo que a Parada havia perdido seu "sentido político"? Não, não perdeu, nem na anterior. Visibilidade LGBT por si só já é um ato político; elemento presente essencialmente nas Paradas. Esse ano teve um posicionamento político dado a situação atual do país.

(Protesto contra Temer)

Outro acontecimento que embelezou mais a Parada foi a presença do elenco de Sense8. Cenas da segunda temporada foram gravadas durante a Parada. E claro que o elenco não perdeu a diversão. Houve beijos entre os atores e as atrizes e muitas danças. Era evidente o quanto gostaram do evento. Fãs da série piraram (incluindo eu)!

(Elenco de Sense8 ❤)

Agora, comentando um pouco sobre minha experiência. Infelizmente, não tive a companhia das pessoas que eu queria. Não consegui encontrar a pessoa com quem combinei. Fiz amizade com uma menina ao meu lado na estação do metrô e ela me convidou para acompanhar ela e as amigas.

Elas foram companhias agradáveis, porém falaram e interagiram pouco comigo. Minha maior alegria foi ver os temas da Parada e ver o elenco da série que tanto gosto. Me arrependi de não ter ido em um dos blocos; no caso, o bloco sobre visibilidade trans que um grupo de militância (do qual participo no Facebook) estava formando. Preferi ir acompanhado e... não deu muito certo.

Podia ter sido uma Parada mais animada para mim. Ano que vem farei as coisas bem diferente. Aquele ambiente de agitação e música alta não faz muito meu estilo, mas na próxima Parada (espero que tenha!) farei questão de me divertir mais.

A Parada acabou. A luta LGBT continua.

Beijos coloridos na alma de vocês!



9 de jun. de 2015

Parada LGBT 2015

("Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me!")

Antes de tudo, eu gostaria de parabenizar a primeira Parada LGBT que fui. Vi que não é a putaria e algazarra que a televisão adora mostrar.

Como de costume, o evento causou polêmica nos setores mais conservadores ou ignorantes mesmo. E a própria comunidade, como de costume, cometeu seus erros.

Como sempre a notícia do evento é espalhada como Parada Gay, como se LGBT fosse sinônimo de gay. Mas beleza. Até eu já cometi essa gafe, e procuro sempre me corrigir.

Lembro-me de ter passado por um trio elétrico que tinha um cartaz que se dizia lutar contra a "homolesbotransfobia".
Ponto positivo: finalmente lembraram-se da existência de lésbicas e pessoas transgêneras.
Ponto negativo: esquecerem (de novo) as pessoas bissexuais. Cadê o 'bi' na palavra?

Agora a maior polêmica: uma travesti simulando uma crucificação.


Antes de tudo, vamos criticar a linda frase que estava escrita acima da cruz: "Basta de homofobia com GLBT". Hã? Oi? Não entendi... Basta de homofobia com gays, lésbicas, bissexuais e trans? Mais uma vez usamos homofobia e gay como genéricos de todo preconceito e de todos os grupos da comunidade LGBT. Lésbicas e pessoas transgêneras foram novamente apagadas. E as pessoas bissexuais? Duplamente apagadas. Bissexualidade é tratada como ficção...

Cadê as pessoas ativistas e militantes para apontar essas falhas???

Enfim... a polêmica. A travesti permaneceu crucificada durante todo o evento. O maior ponto positivo disso foi pela pessoa crucificada ser justamente uma travesti, visto que o grupo das pessoas trans ainda é muito invisibilizado dentro e fora da comunidade (a frase citada é a prova disso). Os religiosos, mais especificamente os evangélicos (como sempre), não gostaram da imagem e ficaram #xatiados. O repúdio esteve vindo até de pessoas que não seguem a religião.

Acredito que por um lado temos gente ignorante e sem senso crítico suficiente para interpretar a imagem, ou também sem empatia por todo sofrimento histórico e diário da comunidade LGBT. Por outro lado, temos gente hipócrita e irracional. Simples assim.

Para começo de conversa, o pessoal está pensando que a crucificação é monopólio do cristianismo. O ato da crucificação era praticado pelos romanos contra transgressores de suas leis. Isso existia bem antes da época de Cristo (considerando sua real existência). Aliás, o próprio Jesus foi crucificado por ser considerado um subversivo pela população (não vou discutir sobre a suposta vontade de Deus aqui, é subjetivo demais).

Desde o crescimento da influência judaico-cristã na História, a população LGBT vem sendo julgada e tratada como subversiva. Ora, não ocorreu o mesmo com Jesus Cristo? A imagem era justamente uma simbologia da perseguição, do ódio e da condenação cometidos contra as pessoas LGBTs. Atualmente não somos crucificados (alguns até gostariam que fôssemos), mas ainda somos estatísticas de morte e todo tipo de violência apenas por sermos o que somos. Sobre isso ninguém faz protesto na Internet, né? Enquanto morremos, e em silêncio, está tudo bem. O mundo é perfeito!

Percebe-se que há pesos diferentes quando a pessoa na cruz é um homem heterossexual e cisgênero e quando é uma travesti: um é aceito e o outro é repudiado. Nada diferente do cenário atual na sociedade.

E mais, analisemos a hipocrisia exacerbada de quem está criticando a imagem: um jogador famoso também apareceu crucificado na capa de uma revista nacional. Não houve repercussão. Dizem que houve críticas, mas a mesma repercussão não teve; nunca terá. Deve ser porque, além de homem heterossexual e cisgênero, estamos falando de um ícone nacional. Ícones são perdoados dos olhares super críticos da sociedade.

A visão crítica da população brasileira parece ser seletiva. Se houvesse concurso de hipocrisia e incoerência, o povo brasileiro ganharia quando o assunto é a comunidade LGBT.

O mais engraçado é ver essas pessoas religiosas dizendo: "ah, depois querem respeito". Pedimos respeito diariamente. Recebemos? Hm... Acho que não. O Brasil ainda é um país retrógrado e muito desinformado. Ainda escutamos "opção sexual", temos que engolir discurso preconceituoso de conservadores mascarado de """liberdade de expressão""", pessoas transexuais são vistas como uma "evolução" dos homossexuais, e ainda temos que aturar enquete no site da câmara discutindo se famílias homoafetivas podem ser ou não consideradas famílias! Recentemente não quiseram boicotar uma empresa de perfumes apenas por incluir casais homoafetivos na propaganda?

Muitas dessas pessoas ainda estão dizendo que acharam a imagem ofensiva, e que não é assim que deveríamos fazer as coisas. Primeiro, ofensivo são as estatísticas mencionadas; as mesmas que todos parecem gostar de ignorar. Segundo, pessoas heterossexuais e cisgêneras (especialmente os homens, porque homem adora opinar em tudo) não devem dar pitaco no movimento; só nós sabemos a cruz que carregamos, e é a mesma que carregamos há séculos.

Ainda não entendi porque uma 'imagem' chocou a população evangélica, conhecida por não cultuar imagem. Aliás, desgostam tanto de imagens que já tivemos pastor chutando e quebrando estátua de santa. Cadê o repúdio geral sobre esse desrespeito?

Triste também é ver alguns gays desaprovando o ato. Quero acreditar que estão no grupo dos ignorantes sem senso crítico suficiente. E claro, há membros da própria comunidade praticando a hipocrisia habitual. Li críticas feitas sobre a exposição do corpo das travestis, como se expor o corpo fosse um absurdo, um desrespeito. Ninguém reclama dos gogo boys de cueca rebolando no alto dos trios, né?

Faço minhas as palavras de uma maravilhosa mulher trans que sigo no Facebook:

"Num país em que homem cis pode andar seminu que está apenas com calor, considero que as mulheres (trans ou cis) e travestis expondo os seios estão protestando mesmo que estejam em silêncio. O corpo milita."

Ah, e esses mesmos gays estão falando sobre a Parada estar prejudicando a visão pública sobre a comunidade. Se militássemos de acordo com a vontade da sociedade, nem direito a manifestações teríamos. Continuaríamos sendo vistos como doentes mentais ou seres invisíveis, pois no mundo perfeito só existem homens e mulheres heterossexuais e cisgêneros.

E se acham que a luta da comunidade LGBT é exclusiva e unicamente dela estão muito enganadxs. Heterossexuais já sofrem agressão por serem confundidos com homossexuais (lembram-se do caso do pai e do filho?). O preconceito se espalha como uma doença, e sinto dizer, não é mais uma endemia, já se tornou pandemia.

Conclusão dessa porra toda: todxs precisam melhorar! População geral precisa largar a hipocrisia, a falta de empatia, e essa zona de conforto chamada ignorância. E comunidade LGBT precisa ser mais inclusiva sobre o L, o B, o T, e muito mais.
Como querem desfazer a desarmonia externa tendo desarmonia interna?
Melhorem, todxs vocês.

(Diversidade de afeto, gênero, sexo e sexualidade)



17 de out. de 2014

Homens, Libertem-se!

O machismo não é um veneno exclusivo para as mulheres. É uma ideologia tão bruta quanto uma granada; explode e acerta muitos. Tanto que até o próprio homem torna-se sua vítima, também bebe uma porção do veneno. Não é a mesma quantidade da mulher, lógico, mas ainda assim é destrutivo.

Por isso há um movimento chamado "Homens, Libertem-se!" feito pelo coletivo mo[vi]mento-MG/RJ e o grupo The Living Theatre de Nova Iorque. Esse movimento não é uma reação contra o movimento feminista! Ele apresenta ideias que enfrentam o machismo que ataca a classe homem. Assim como o movimento feminista é um movimento anti-patriarcal. E necessário, pois o homem também deve se posicionar contra o patriarcado e questionar seus privilégios sociais e as exigências em relação a 'hombridade'.

"Ah, mas desde quando o machismo afeta o homem?"
Ora, amigx, quando zoam ele por não gostar de futebol, ou quando ele quer brincar de casinha junto com as primas, quando usa/veste qualquer coisa rosa, quando demonstra emoção ou quando chora. E o medo de ser esculachado pelos amigos no bar porque broxou na hora H? A insegurança com relação ao tamanho do pênis? A cobrança social de ser sempre bem-sucedido?

Duvido que nenhum homem tenha passado por um desses exemplos (isso que tem mais!). Ou presenciou isso. Ou talvez tenha sido o opressor... Sei que ninguém perguntou, mas eu já passei pelas três situações hahaha XD.

A nova campanha apresentada pelo grupo chama-se "Homem, o que você queimaria?" (sem piadas, por favor). Ela é uma homenagem a um suposto acontecimento de 1968, quando mulheres protestaram contra os papéis sociais impostos a elas queimando seus sutiãs. O que a campanha propõe é que os homens também queimem aquilo que lhes prende, que lhes faz mal, toda ideia primitiva, conservadora e arcaica pregada pelo machismo que ainda tanto impregna a sociedade, o mundo num geral.

Aderentes da campanha estão contribuindo se manifestando com fotos ou vídeos com a hashtag #homemoquevocequeimaria e dizendo algo que gostariam de eliminar de suas vidas. Embora eu não mostre meu rosto aqui, farei a minha manifestação em total apoio.


Vamos espalhar essa ideia! o/ o/ o/ o/ o/

E para fechar, um vídeo sobre a campanha e os links do site oficial e a página no Facebook:


Link da página oficial: Homens Libertem-se

Link do Facebook: Homens Libertem-Se